domingo, 27 de julho de 2014

A expansão urbana de Elvas

A arqueologia mostra que a primitiva ocupação humana deste sítio remonta a um castro Galo-Celta, aproveitado pelos Romanos que o urbanizaram a partir do séc. II a.C. , tendo aí encontrarem-se algumas das estradas que cortavam o sul da Península Ibérica. A povoação era então conhecida pelo nome de Helvas. É compreendido ser testemunho deste período uma porta interior do castelo, à qual atribuem características construtivas romanas. Posteriormente a povoação foi ocupada por Visigodos, Muçulmanos a partir de 714. Estes chamaram-lhe Ielbax à povoação e levantaram-lhe 2 cinturas de muralhas, das quais subsistem vestígios até aos nossos dias. 
Proclamada a restauração, a cidade desde logo teve a sua defesa modernizada, adaptada aos tiros da artilharia. Recebeu deste modo uma nova linha de muralhas, de traçado poligonal abaluartado, cujos trabalhos só estariam concluídos na primeira década do século XVIII. Transformada numa praça-forte, resistiu ao cerco espanhol de 1658,permitindo que o mesmo fosse derrotado na batalha das Linhas de Elvas em 14 de Janeiro de 1659.
Embora essas modernas defesas de Elvas tenham chegado até nós em relativo estado de conservação, o mesmo não sucedeu às estruturas medievais, onde os efeitos do crescimento urbano se fizeram sentir. O castelo foi o primeiro imóvel a ser classificado como Monumento Nacional do País, por Decreto publicado desde Outubro de 1906.
Mais tarde, saiu dos limites das muralhas da cidade e alargou-se para o lado de Lisboa, com o Bairro Europa, Bairro da Piedade, Revotilho, Cidade de Jardim, Santo Onofre, S. Pedro, e Bairro das Caixas.
Aumentou também para Oeste com o Bairro da Boa Fé.