domingo, 26 de janeiro de 2014

Praxes Académicas

Muito se tem falado nestes dias sobre as praxes, e a existência delas, e os rituais presentes nelas.

Eu já "sofri" praxes, só uma vez, no Secundário, e não, não sofri nada. Adorei. Ao início, no dia seguinte, estava receosa com o que me iriam fazer. O que me fizeram foi apenas: Pintaram-me na cara e braços, pintaram-me as unhas e dedos com verniz, puseram-me farinha na cabeça, molharam-me com uma pistola de água, obrigaram-nos a cantar à porta duma casa o "Menina Estás à Janela", mandaram-nos por as mão por trás e fazer-mos um comboio e saltar, e depois coloram-nos em cadeia com fita cola em volta das mãos. Colegas e amigos meus, foram obrigados a fazer declarações de amor, sujaram-nos com iogurte, mandaram-nos dar um abraço de grupo e enrolaram-nos com fita cola, aos rapazes mandaram-nos por as boxeres por cima das calças, fizeram-lhes uma coroa, a alguns puseram-lhes um ovo em cima da cabeça... Nada de mais. Isto não tem mal nenhum, até pelo contrário, é muito divertido, e deu para conhecermos pessoal novo.
As praxes académicas são só durante mais algum tempo, (no secundário é só na primeira semana de aulas), e tem mais alguns rituais. Eu penso que não é preciso ser tão extremista e erradicar as praxes, as coisas são feitas para serem utilizadas e feitas duma maneira boa, e não para serem mal utilizadas e feitas no mau sentido. Vou vos dar um exemplo: a rede social Ask serve para fazer perguntas a pessoas. Uma rede social normal. Mas existem pessoas que a utilizam mal, para ofenderem e magoar quem tem a rede social. Ora, a culpa não é da rede social, simplesmente ela é mal utilizada por certas pessoas. Se a rede social fosse só usada para fazer perguntas interessantes, toda a gente a usava e não apagavam as contas etc. As praxes é igual, deve é haver regras mais apertadas, escolher pessoas mais maduras para as fazerem, porque brincar e divertirmos-nos um bocadinho não tem mal nenhum. Quando digo regras mais apertadas é só fazerem um certo tipo de brincadeiras que não magoem nem humilhem ninguém, e nem que metam ninguém em perigo. Com regras mais apertadas, há diversão na mesma e não há nada de perigoso e preocupante. Muitas pessoas conhecem-se através das praxes, formam amizade com a madrinha/padrinho/afilhado/afilhada e sem praxes de certeza que não havia tanta diversão e amizade.
Não concordo com o fim das praxes, mas sim com regras mais apertadas e mais vigilância.

Imagem: Publico.pt